A infraestrutura está pronta? Os desafios dos data centers durante a temporada de descontos.

Colombia
dezembro 4, 2025

A temporada de promoções e descontos já começou e mobiliza milhões de consumidores em busca de ofertas. Para as plataformas de comércio eletrônico, este é o período mais crítico do ano, quando a infraestrutura digital precisa responder sem falhas. Nesse contexto, três pilares tecnológicos se tornam decisivos para determinar se as empresas terão resultados robustos ou enfrentarão perdas consideráveis.

Segundo dados da Ebit|Nielsen, apenas na Black Friday de 2024 o e-commerce brasileiro movimentou R$ 7,4 bilhões, registrando mais de 5,7 milhões de pedidos em apenas dois dias. Com esse volume financeiro, a estabilidade operacional deixa de ser uma opção: qualquer minuto de inatividade representa perdas expressivas e imediatas.

O comércio eletrônico no Brasil mantém uma trajetória robusta e deve alcançar novos patamares em 2025. A expectativa é de um avanço de 10% sobre 2024, o que levaria o faturamento do setor a R$ 224,7 bilhões — um aumento de quase R$ 20 bilhões em apenas um ano. As estimativas são da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

Para Ricardo Imbacuán, Diretor de Data Center do Clúster Andino da Cirion Technologies,  “os centros de dados atuam como o coração digital dessas jornadas; é ali que realmente se processam milhões de solicitações simultâneas. Durante picos de tráfego tão agressivos, a capacidade computacional e a redundância do data center são o que impede o colapso da loja virtual. Uma infraestrutura robusta não é luxo, é o motor que garante que a disponibilidade do serviço permaneça intacta diante da avalanche de compradores”.

 

Disponibilidade, velocidade e segurança: o desafio digital

O primeiro pilar nesse período do ano é a disponibilidade. Nada é mais custoso para um vendedor do que ter o site fora do ar em pleno horário de pico. Isso exige uma infraestrutura de servidores robusta, frequentemente centralizada em data centers capazes de balancear carga e suportar tráfego simultâneo. Cada minuto de inatividade se traduz em vendas perdidas e clientes que migram imediatamente para a concorrência.

O segundo pilar é a velocidade. O consumidor digital moderno é impaciente e espera tempos de carregamento quase instantâneos. Uma plataforma lenta ou com atrasos perceptíveis corre alto risco de abandono. Essa agilidade depende tanto do desempenho dos servidores quanto da capacidade de reduzir a latência é fator determinante para entregar conteúdo sem demora.

Essa combinação entre estabilidade e rapidez molda diretamente a experiência do usuário. A lealdade no comércio eletrônico já não se baseia apenas em preço: se a infraestrutura permite navegação fluida e um processo de pagamento rápido e seguro, o cliente conclui a transação e tende a voltar.

O terceiro pilar, mais crítico, é a segurança. O aumento das transações atrai também mais tentativas de ataques cibernéticos e fraudes. Criminosos buscam ativamente vulnerabilidades para roubo de dados sensíveis, especialmente informações de cartões.

“Garantir a proteção dos dados não é apenas uma obrigação legal, mas a base da confiança do consumidor. As empresas precisam proteger seus gateways de pagamento, manter certificados de segurança válidos e assegurar que todo o percurso da transação seja blindado. Uma brecha durante esse período pode gerar impactos reputacionais e financeiros que duram muito mais do que a temporada de descontos”, destaca Imbacuán.

 

O papel estratégico de um Data Center Carrier Neutral

O ecossistema de um Data Center Carrier Neutral é essencial para atingir esse nível de resiliência. Hospedar servidores em um ambiente que possibilita escolher livremente entre diversos provedores de rede é um diferencial importante para qualquer operação digital intensiva.

Além disso, esse ecossistema permite interconexões diretas com os principais parceiros envolvidos na jornada de compra: bancos, meios de pagamento, serviços de crédito, bases de dados, além de fornecedores de soluções técnicas como CDN (Content Delivery Network), segurança e computação em nuvem. Estar em um data center não diz respeito apenas à solidez da infraestrutura física, mas principalmente à capacidade de sustentar a evolução tecnológica contínua das plataformas digitais.

A temporada de descontos de dezembro deixou de ser apenas uma maratona de ofertas. Para o comércio, é a prova máxima da maturidade da infraestrutura digital, desde o processamento central até as interconexões e sistemas. O sucesso já não se mede somente pelo volume de vendas, mas pela capacidade de operar com inovação, estabilidade e, acima de tudo, segurança.

 

Sobre a Cirion

A Cirion é uma empresa provedora líder de infraestrutura digital e tecnologia, oferecendo um conjunto abrangente de serviços de colocation, infraestrutura de data center, conectividade e serviços de redes de fibra terrestre e submarina. A Cirion atende mais de 5.500 clientes multinacionais e com sede na América Latina, incluindo empresas, agências governamentais, hyperscalers, provedores de serviços, operadoras, ISPs e outras empresas líderes. A Cirion possui e opera um portfólio de redes e data centers próprios, com ampla cobertura abrangendo toda a região da América Latina. Saiba mais sobre a Cirion em www.ciriontechnologies.com

 

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